O Movimento dos Pequenos Agricultores de Arroio do Tigre, adquiriu nesta Quarta-Feira dia 21 de Maio de 2014, um Caminhão Agrale 8700. Através do Consorcio Intermunicipal do Vale do Jacuí recurso oriundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Movimento dos Pequenos Agricultores de Arroio do Tigre e Região
quarta-feira, 21 de maio de 2014
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Novo veiculo adquirido pelo MPA de Arroio do Tigre
O Movimento dos Pequenos Agricultores de Arroio do Tigre adquiriu nesta quarta feira dia 03 de julho de 2013 uma nova moto BROS 150 ES ANO 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Seminário MPA
O MOVIMENTO DOS PEQUENOS AGRICULTORES DE ARROIO DO TIGRE NOVAMENTE SAI NA FRENTE.O MPA ESTARÁ NESSA QUARTA FEIRA DIA 03 DE JULHO DE 2013 ASSINANDO NOVAMENTE CONTRATOS DE HABITAÇÃO RURAL NO QUAL SERÃO ASSINADOS VINTE E QUATRO NOVAS HABITAÇÕES.
O MPA FOI O PIONEIRO NA REGIÃO CENTRO SERRA EM HABITAÇÕES RURAIS, COM MAIS DE 350 HABITAÇÕES JÁ CONSTRUÍDAS NO MUNICÍPIO DE ARROIO DO TIGRE E REGIÃO,

O MPA VEM A ANOS DISPONIBILIZANDO MELHORES CONDIÇÕES DE MORADIAS AOS AGRICULTORES FAMILIARES, JUNTAMENTE COM A CAIXA ECÔNOMICA FEDERAL E A COOPERHAB. SÃO MUITOS ANOS DE LUTA JUNTO AS PEQUENOS AGRICULTORES.
E MAIS UMA VEZ DISPONIBILIZANDO MELHORES CONDIÇÕES, ESTAREMOS LIBERANDO MAIS 3 GRUPO 24 NOVAS HABITAÇÕES NESTA QUARTA FEIRA ONDE HAVERÁ UM SEMINÁRIO JUNTAMENTE COM AS 24 FAMÍLIAS QUE ASSINARAM OS CONTRATO.
HAVENDO TAMBÉM A ENTREGA DE MAIS 26 HABITAÇÕES AS QUAIS JÁ ESTÃO FINALIZADAS.
HA PROGRAMAÇÃO SERÁ A SEGUINTE:
MANHA:
8:45 - ACOLHIDA
9:00 - COMPOSIÇÃO DA MESA DE AUTORIDADES.
ABERTURA COM MISTICA BENÇÃO E FALAS
10:30- ASSINATURA DOS CONTRATOS
12:00 - ALMOÇO
TARDE
13:30 - ENTREGA DAS CASAS JÁ CONSTRUÍDAS
14:00 - PROJETO DE DIVERSIFICAÇÃO DA CULTURA DO FUMO: ESCLARECIMENTO DO PROJETO, CONTINUIDADE E AGENDA DOS PRÓXIMOS PASSOS
Reunião Habitação.
Comunicamos a todos os Beneficiário dos Grupos Arroio do Tigre 07,08 e 09, que amanha sexta-feira dia 28 de junho haverá uma reunião juntamente com os Engenheiro da COOPERHAB, onde serão tratados todos os assuntos referentes há construção das Obras, deveram comparecer todos os beneficiário juntamente com seu pedreiros, onde haverá também a entrega da PLANTA DA CASA.
oBS> quem não comparecer não terá direito a reclamações.
oBS> quem não comparecer não terá direito a reclamações.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Plano Safra para Agricuiltura Familiar
Verba recorde (R$ 39 bilhões), criação da ANATER e garantia de previdência rural marcam o novo Plano Safra da Agricultura Familiar
06/06/2013 03:16
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Um novo recorde. A presidenta Dilma anunciou, nesta quinta-feira (6/6), em Brasília, R$ 39 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014. São recursos para crédito einvestimento no fortalecimento da agricultura familiar brasileira. Na mesma cerimônia foi anunciada a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Para que se tenha uma ideia do que representa o valor anunciado, no último ano de FHC (2002), o governo federal destinou R$ 2,3 bilhões para a agricultura familiar. Desde que Lula e Dilma passaram a governar o país, as verbas para esta atividade aumentam ano a ano. Além disso, com a criação da Anater, consolida-se a recuperação da assistência técnica pública que vinha sendo sucateada nos governos anteriores aos do PT.
“Hoje, reafirmamos vários compromissos, mas o mais importante deles é que a agricultura familiar pode ser, sim, uma alavanca social para o crescimento e o desenvolvimento de nosso país”, disse a presidenta lembrando que o Plano Safra não é composto apenas de recursos financeiros, mas de um conjunto de ações que impulsionam todas as cadeias produtivas do setor.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, o Plano Safra transforma vidas e planta o futuro. “Com este plano, asseguramos mais renda e mais recursos para os nossos agricultores. Estamos criando o Pronaf Inovação, que vai garantir a modernização das propriedades rurais. São juros de 2% e prazo de até 15 anos para pagar. Esta modalidade de financiamento permitirá investimentos no cultivo protegido de hortifruti, atualização tecnológica para bovinocultura de leite e automatização para a suíno e avicultura”.
Pepe ainda destacou a importância do Programa Mais Alimentos para a modernização das propriedades rurais e a diminuição da penosidade do trabalho no campo. “Desde sua criação, o Mais Alimentos tem permitido que os agricultores invistam em suas propriedades. Temos comercializado, nesta linha, uma média de 10 mil tratores a cada ano”.
Para o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS),que é presidente da Frente Parlamentar Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural e da Frente Parlamentar Nacional da Previdência Rural, 6 de junho passa a ser uma data histórica para a agricultura familiar brasileira. “Nesta data, está sendo criada a Anater e obtivemos a garantia da presidenta Dilma de que os trabalhadores rurais que montarem agroindústrias, não perderão a condição de segurado especial da Previdência Social. São conquistas fundamentais do campo brasileiro, de modo muito especial, da agricultura familiar."
ANATER
Além da verba recorde para a agricultura familiar, Dilma e Pepe anunciaram a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A agência vai articular as ações de todo o governo e da Embrapa. “A Anater levará assistência técnica ao produtor rural em todas as etapas da produção e atuará de forma articulada com a Embrapa para a transferência de tecnologia. Vamos criar uma grande integração entre a pesquisa rural e a assistência técnica e ampliar o número agricultores atendidos” garantiu o ministro.
Conforme Pepe, a Anater terá três linhas básicas de atuação: credenciar entidade públicas e privadas que prestam os serviços de Ater em todo o país, contratar serviços para atender agricultores de todos os portes e qualificar os serviços de assistência técnica e extensão rural. “A agência vai, também, monitorar e avaliar os serviços prestados e estabelecer um processo de acreditação que premiará as melhores performances com vistas a oferecer bônus às entidades que oferecerem os trabalhos mais qualificados”.
O deputado Bohn Gass ressalta que a criação da Anater consolida a opção um novo tempo no campo brasileiro. “Estamos recuperando um serviço público fundamental que foi sucateado pelos governos que nos antecederam. E com um diferencial importantíssimo: a nova agência terá representantes da Contag, Fetraf, CNA e OCB em seu Conselho de Administração. Ou seja, quem faz agricultura no Brasil terá voz na definição das prioridades da Anater.” Bohn Gass destaca, ainda, o papel da nova agência na transferência de tecnologia da Embrapa para os agricultores familiares e na priorização da produção orgânica e agroecológica.
NOVIDADES NAS COMPRAS PÚBLICAS
O novo Plano Safra garantiu, ainda, a ampliação do limite das Compras Públicas do Governo Federal por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Alimentação Escolar (Pnae).No PAA, o limite de aquisição anual por família passa de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. Para as famílias ligadas às cooperativas, o limite passa de R$ 4,8 mil para R$ 6,5 mil. No caso de cooperativas que tenham ao menos 50% dos cooperados com perfil de pobreza e que produzam exclusivamentealimentos orgânicos, agroecológicos ou oriundos da sociobiodiversidade, o limite de venda por familiar chega até R$ 8 mil. Para o Pnae, o Governo Federal reservou R$ 1 bilhão. “As compras públicas dão tranquilidade a quem produz os alimentos dos brasileiros. E produzir com a certeza de que poderá comercializar é um direito que os trabalhadores rurais brasileiros só conquistaram a partir do momento em que os governos do PT assumiram o país”.
PREVIDÊNCIA RURAL
Outra grande novidade do Plano Safra da Agricultura Familiar foi o anúncio, pela presidenta Dilma, que o Governo Federal enviará ao Congresso um projeto de lei para garantir a condição de segurado especial da previdência aos agricultores familiares proprietários de agroindústrias. A medida, segundo Bohn Gass, reflete o compromisso do Governo Federal em impulsionar o desenvolvimento e a formalização no meio rural. “Esta é uma notícia muito importante para os agricultores gaúchos já que em nosso estado temos muitas agroindústrias. A manutenção deste direito é uma conquista histórica.”
10 ANOS DE PLANO SAFRA
No aniversário de 10 anos de existência, o Plano Safra da Agricultura Familiar acumula bons resultados. Segundo dados do MDA, nesta década, foram disponibilizados mais de R$ 97 bilhões com 80 mil máquinas financiadas e 2,5 milhões de famílias da agricultura familiar atendidas. A renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. A agricultura familiar é responsável por 4,3 milhões de unidades produtivas – o que representa 84% dos estabelecimentos rurais do país; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e 74% da mão de obra empregada no campo.
A mais importante política pública para a agricultura familiar, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) passou de R$ 4,2 bilhões no primeiro Plano Safra para R$ 18 bilhões na safra 2012/2013, uma ampliação de 300%.
NO RS
No Rio Grande do Sul, a agricultura familiar representa 86% das propriedades rurais. São cerca de 378 mil famílias que vivem e produzem em 6 milhões de hectares. Estes agricultores são responsáveis pela produção de 84% do feijão, 85% do leite, 66% do milho e 80% da aves e garante a ocupação da grande maioria da mão de obra no meio rural. Enquanto a agricultura tradicional emprega apenas 2 trabalhadores para cada 100 hectares, as propriedades da agricultura familiar chegam a ocupar 16 trabalhadores para a mesma área.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Agricultura Sustentável
Agricultura Sustentável pode ser definida como uma agricultura ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa, humana e adaptativa. Algumas definições de agricultura sustentável incluem ainda: segurança alimentar, produtividade e qualidade de vida, uma produção agrícola que não comprometa nossa capacidade futura de praticar agricultura com sucesso, mantendo a qualidade do Meio Ambiente.
De acordo com Thrupp é necessário haver distribuição igualitária e redução da pobreza antes da questão da sustentabilidade poder ser completamente atendida, pois a sustentabilidade da agricultura está fortemente ligada com a manutenção de um sistema político-social que pode perpetuar situações de distribuição e utilização de recursos profundamente desiguais. A agricultura não pode ser sustentável se existe uma flagrante má distribuição de poder, terras, bens e saúde entre as pessoas. Os problemas ambientais estão fortemente ligados a esses fatores.A busca por uma agricultura sustentável implica na construção de um novo modelo de produção que não se assente na uniformidade cultural e biológica, baseando-se na preservação de variedades tradicionais das plantas cultiváveis, ou seja, a sustentabilidade dos recursos naturais e das culturas tradicionais devem estar intimamente ligadas.
É também improvável que a agricultura ecológica ou agricultura alternativa seja a única resposta possível no que se refere à sustentabilidade. Muitas tecnologias de baixo custo e baixo uso de insumos são promissoras e provavelmente vão ser importantes no processo de desenvolvimento da agricultura sustentável.
O processo de desenvolvimento da agricultura sustentável, provavelmente, levará em consideração a complexidade ambiental, econômica e social de cada sistema agrícola, sendo as tecnologias específicas para cada sistema.
A diversidade cultural e biológica é a base da sustentabilidade. A biosfera depende da vida das plantas, animais e micro organismos. A espécie humana depende de produção estável de alimentos, fibras e outros produtos derivados das formas de vida domesticadas ou selvagens. O futuro da agricultura esta intimamente ligado com a contínua habilidade de produzir novas variedades de plantas e animais adaptados às novas e dinâmicas condições ambientais e às, também mutantes, necessidades humanas.
A capacidade de produzir novas plantas depende da existência de materiais genéticos (variedades e parentes silvestres das plantas cultivadas) a partir dos quais é possível avançar. A preservação deste diversificado material genético depende, porém, da preservação da diversidade cultural que criou e mantém estes materiais. Pode-se considerar uma agricultura sustentável aquela que seja de acordo com o demonstrado na tabela a seguir.
| Produtiva | - Que mantenha e melhore os níveis de produção |
| Ambientalmente sadia | - Que proteja e recupere os recursos naturais; atue no sentido de prevenir a degradação dos solos, preserve a biodiversidade e mantenha a qualidade da água e do ar |
| Estável | - Que reduza os níveis de risco na produção |
| Viável | - Que seja economicamente viável |
| Igualitária | - Que assegure igual acesso ao solo, água, outros recursos, e produtos para todos os grupos sociais |
| Autônoma | - Que garanta a subsistência e autonomia de todos os grupos sociais envolvidos na produção |
| Participativa | - Que seja construída coletivamente, por um processo de compartilhamento de conhecimentos entre todos os envolvidos. Seja o resultado de um processo democrático e coletivo de aprendizado |
| Humana | - Que satisfaça as necessidades humanas básicas: alimentação, água, combustível, roupas, abrigo, dignidade e liberdade para as diversas gerações; as que vivem agora e as que estão por vir |
Trabalho Habitacional do Movimento dos Pequenos Agricultores de Arroio do Tigre
O Movimento
dos Pequenos Agricultores de Arroio do Tigre junto há Cooperativa de Habitação de
Santa Cruz e a Caixa Econômica Federal através do Programa do Governo
Federal ‘’ Minha Casa Minha Vida’’ ,
esta realizando o trabalho de melhorias nas condições das Moradias de Pequenos
Agricultores no Interior dos Municípios do Centro Serra. Junto á isso esses
Apoiadores o MPA já conseguiu realizar nos últimos anos a construção de mais de
300 novas Habitações além de cerca de 50 reformas/ampliações.
Com este apoio
o MPA vem dando melhores condições de vida a Agricultores que antes de terem
participado do Programa Minha Casa Minha Vida não tinham condições dignas de
moradia, em alguns casos ate moravam em casa sem condições de se habitar, casas
com assoalho podre, paredes caindo, sem foro, com fios de energia elétrica a
vista podendo correr o risco de ate levar um choque, quando chovia a casa tinha
goteiras sem condições alguma de morar. Pequenos Agricultores que nunca teriam
condições de conseguir construir uma casa nova com condições de habitação, por
se encontrarem em uma região onde a cultura do fumo predomina, e a maioria são
Pequenos Agricultores que não tem muita terra para produzir e que se
estabelecem ainda na produção de fumo. Mas junto ao Movimento dos Pequenos
Agricultores conseguem adquirir condições dignas de Moradia, e é com esse apoio
que viemos nos organizando e produzindo intensamente condições de se morar no
campo e não partir para a Cidade.
É com muito
trabalho que o Mpa de Arroio do Tigre já conseguiu dês de 2001 construir mais
de 300 casas nos interiores dos Municípios dos Centro Serra, e é com mais
trabalho que estamos nos Organizando para que nesse ano de 2013 conseguiremos
liberar mais de 100 novas Habitações Rurais e com o intuito de cada vez conseguir
atender mais as necessidades dos Pequenos Agricultores.
Organizar, Produzir,
Alimentar.
O veneno nosso de cada dia...
Para manter o corpo em equilíbrio e se defender dos males da modernidade, muitas pessoas têm adotado a alimentação saudável. Saladas, legumes, carnes magras e brancas, sucos verdes e outras novidades direcionadas à chamada “geração saúde”, atraem cada vez mais adeptos. Mas existe um porém nessa história que parece perfeita. Sabem aquele velho ditado: “as aparências enganam?” Pois é. Há muito mais mistérios por trás de um prato saudável do que a vã filosofia possa imaginar.
Regados com mais de 400 princípios ativos de agrotóxicos utilizados isoladamente e combinados com outras substâncias que potencializam seus efeitos, esses alimentos representam hoje a dose diária de agrotóxico de quem ingere alimentos convencionais, como ressaltam os especialistas.
O alerta, lembra o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), não é apenas uma campanha para que as pessoas atentem para a produção e para o consumo de alimentos orgânicos no País, vai além disso. Para o movimento, é um alerta para um modelo de produção que, apesar de silencioso, é fatal.
Para a médica fitoterápica Henriqueta Tereza do Sacramento, as conseqüências de um prato considerável saudável hoje, porém, proveniente e uma produção convencional, é o acúmulo de substâncias no organismo que afetam não apenas as células de defesa do ser humano, mas, consequentemente, acarretam no desenvolvimento de doenças como o câncer, conforme apontam os estudos científicos com comunidades que vivem próximas a fazendas onde o veneno agrícola é utilizado em lavouras. Muitas vezes, os agrotóxicos rompem os limites toleráveis. “Nesta população, a incidência de pessoas com câncer é superior à da população em geral”, alerta a médica.
Durante o “Seminário de Enfrentamento aos Impactos dos Agrotóxicos na Saúde Humana e no Ambiente”, que aconteceu no início de junho no Rio de Janeiro, a pesquisadora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Rosany Bochner, e outros estudiosos fizeram um alerta sobre a qualidade da alimentação dos brasileiros.
Karen Friedrich, pesquisadora do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, disse que a ingestão diária aceitável de agrotóxicos nos alimentos é de 7,5mg/kg. Isso não quer dizer que essa cota diária é segura. Mesmo porque, esse parâmetro é rompido pelos carcinógenos genotóxicos presentes no defensivo agrícola, para os quais não existe limite seguro.
Foto: www.seag.es.gov.br
A mesma afirmação foi feita durante a audiência da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), realizada em Vitória, em maio último. Na ocasião, o engenheiro agrônomo que representou a Associação Brasileira de Agroecologia no Estado, Vinícius Freitas, afirmou que não há consumo seguro de agrotóxico.
E ele parece estar coberto de razão. Estudos recentes comprovam que a exposição humana a baixas doses de agrotóxicos causa desregulação endócrina e imunotoxidade. E, consequentemente, alterações nas funções hormonais, cardiovasculares, renais, intestinais, neurológicas e imunológicas.
Ao atribuir a qualidade dos produtos à sua aparência saudável, as pessoas se enganam sobre o real conteúdo do que estão de fato consumindo. Por trás daquele prato que seu colega de almoço admira disparando um animado “Nossa, que prato bonito!”, tem escondida uma significativa quantidade de agrotóxicos. É aquela outra história: “bonitinho, mas ordinário”.
Para tentar se proteger dos alimentos carregados de veneno travestidos de saudáveis é bom ficar atento a algumas dicas. No topo da lista dos alimentos com alto índice de agrotóxico estão o pimentão (64,36%), morango (36,08%), uva (32,67%), cenoura (30,39%), alface (19,8) e o tomate (18,27). Os três últimos figuram diariamente no prato de grande parte dos brasileiros que têm certeza absoluta que seguem à risca o conselhos dos médicos e cobras em nutrição: carne branca cercada de muito colorido por todos os lados.
Outros alimentos são apontados por estudos como potencialmente mutagênicos e carcinogênicos. Em outras palavras, alimentos que quando carregados de veneno podem causar câncer ou até mutação genética. Na lista aparecem maça, pepino, abacaxi, laranja e beterraba. Esses também são ligados ao aumento de casos de leucemia, câncer de próstata, pulmão, linfoma e melanoma cutâneo.
Entre os venenos mais conhecidos e temidos utilizados na agricultura estão o Roundup, da multinacional Monsanto, que é absorvido, sobretudo, por sementes e frutas. Em animais aquáticos, uma pesquisa americana apontou que 80% dos adultos expostos ao veneno, em proporções normais, morreram em 24 horas.
O Roundup também é apontado por gerar danos à placenta humana. Algumas horas de exposição ao Roundup, em concentração 10 vezes mais baixa do que a usada na agricultura, são tóxicas para as células da placenta humana. Níveis extremamente baixos de exposição, segundo pesquisas divulgadas pelo Instituto Humanitas Unisinos (Rio Grande do Sul), podem resultar em produção 90% mais baixa de hormônios sexuais masculinos. E, em bebês, oferece risco de danos sexuais, cognitivos, de desenvolvimento físico e do sistema imunológico permanente.
Já outro estudo publicado no Journal of Neuroscience indica que a exposição simultânea ao herbicida Gramoxone e ao fungicida Maneb, ambos frequentemente usados na agricultura brasileira, é fator determinante no desencadeamento do Mal de Parkinson.
Como é mais fácil identificar as contaminações com reações agudas, as doenças geradas pelo consumo ou manipulação dos agrotóxicos, no entanto, ainda é incipiente no País. Além disso, criticam os agricultores orgânicos, o poder público vem ignorando estudos importantes, como é o caso da pesquisa realizada pela Universidade Federal do Mato Grosso, no município de Lucas do Rio Verde, que indicou que as lavouras da região consumiram cinco milhões de litros de agrotóxicos. O estudo demonstrou que dos 12 poços de água potável das escolas vizinhas às lavouras analisados, 83% estavam contaminados com resíduos de agrotóxico. Também foram encontrados 56% de resíduos nas amostras de água da chuva. A pesquisa citada entre ambientalistas e agricultores familiares de todo o País se tornou conhecida após provar que 100% das mulheres em fase de amamentação na cidade de Rio Verde tinham pelo menos um tipo de agrotóxico presente no leite materno. Porém, a incidência desta contaminação ainda não é tratada como um caso de saúde pública.
Estudos neste sentido também são ignorados pela indústria que controla grande parte do mercado mundial de venenos, como é o caso da Monsanto, a Dupont, a Bayer e a Syngenta.
Em contrapartida, os movimentos sociais ligados à agricultura camponesa lutam por outro modelo de agricultura no Brasil, onde haja uma matriz produtiva antagônica à do agronegócio, que se baseia na alta concentração de terra, na monocultura de produtos voltado à exportação, no uso irresponsável de agrotóxicos e na baixa geração e precariedade do trabalho para a população do campo.
Ainda assim, alimentos contaminados por esses produtos continuam chegando à mesa do brasileiro, como se fossem alimentos saudáveis. Dados oficiais apontam que cada brasileiro consome 5,2 litros de venenos por ano. O País, desde 2009, está no topo mundial do consumo de agrotóxicos.
Para o gerente de Agricultura Orgânica da Secretaria Estadual de Agricultura (Seag), Decimar Schultz, o consumo de alimentos convencionais ocorre devido à indústria alimentícia, que está por trás de tudo o que se produz e se consome neste sentido. “Vive disso e se mantém dentro do pensamento de quem vende mais é quem investe mais. Ao mesmo tempo, investe em mídia pesada. As pessoas precisam comer e a indústria quer que agente coma”, enfatizou.
Porém, além do desafio de avançar na mídia, Decimar alerta que para mudar este quadro, é necessário trabalhar o consumidor. Para ele, é desinformação achar bonita uma salada produzida de forma convencional. Neste contexto, portanto, além do pacote saudável que muitos vêm buscando, é necessário alertar para o pacote que de fato a agricultura orgânica abrange: saúde, meio ambiente, desenvolvimento social e econômico sustentável. “As pessoas, diz ele, deveriam se perguntar o porquê de ainda não terem aderido ao consumo de alimentos orgânicos”, completou.
Comer um produto orgânico, alerta ele, vai além de matar a fome. “Este público que cresce 20% ao ano já aprendeu que ao consumir orgânico, além da saúde, vira um investidor: investe em saúde, na permanência do agricultor no campo – tendo em vista os problemas de superpopulação das cidades – e na qualidade das águas”, afirmou.
Enquanto muita gente não pensa de onde vem a água que chega na cidade, outros investem no orgânico em suas cidades porque sabem como as mesmas são tratadas em suas fontes de origem pelos agricultores.
Este valor agregado torna este consumo uma atividade sustentável, defende Decimar. “Pode ser que a abordagem do porquê ainda estamos comendo algo que nos envenena dê certo, mas a psicologia já diz, toda vez que se proíbe algo, corremos o risco de dizer sim para aquilo. Então vamos pelo caminhada da informação. Falar que a comida tem agrotóxico é igual falar que cigarro mata, isso ainda não atingiu a consciência de muita gente”, alertou.
Entre os argumentos usados por ele para trazer produtores convencionais para a agricultura orgânica estão a saúde dos agricultores, a consciência sob a saúde do consumidor, a adequação ambiental da propriedade e a viabilidade econômica, que hoje, segundo ele, é compatível com a atividade agrícola convencional.
Mas, enquanto a indústria dos alimentos ditarem as regras, o Brasil continuará como o principal consumidor de agrotóxicos no mundo. E os brasileiros, ao invés de saúde, acumularão doenças. Muitas doenças. É questão de tempo.
Cenário local
Há no Espírito Santo atualmente 200 propriedades orgânicas certificadas responsáveis pela produção de 1.300 toneladas de alimentos, sendo mil toneladas de frutas e o restante de orelicultura.
Segundo a Seag, até 2014 esse número irá triplicar, visto que há 400 propriedades em processo de transição, que deverão agregar após a sua certificação mais 2.750 toneladas/mês à produção orgânica Estadual.
Além das propriedades orgânicas e as que se encontram em processo de transição, há ainda 1.300 propriedades que já adotam práticas agroecológicas, ou seja, em fase de eliminação de práticas convencionais, que segundo Decimar Schultz, pode levar de um a cinco anos, dependendo do histórico da propriedade.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Sistema Orgânico de Produção de Moranguinho
Cultivares
Existe uma série de cultivares passíveis de serem utilizadas
para a produção orgânica. É importante, porém, que se
conheçam as características destas cultivares e sua
disponibilidade para aquisição de mudas. A escolha de
cultivares produtoras de frutas com boa aceitação no mercado
consumidor e adaptadas aos sistemas locais de produção é
um fator importante a ser observado, além da origem e da
procedência das mudas, evitando-se a introdução de pragas
na área de plantio. As cultivares Camarosa, Aromas, Oso
Grande e Diamante têm apresentado excelentes resultados
em produção e qualidade das frutas, com excelente aceitação
pelos consumidores.
Estação Experimental Cascata “A casa da
Agroecologia na Embrapa”
“A Agroecologia é a ciência ou a disciplina científica que
apresenta uma série de princípios, conceitos e metodologias
para estudar, analisar, dirigir, desenhar e avaliar
agroecossistemas, com o propósito de permitir a implantação
e o desenvolvimento de estilos de agricultura com maiores
níveis de sustentabilidade. A Agroecologia proporciona então
as bases científicas para apoiar o processo de transição para
uma agricultura “sustentável” nas suas diversas
manifestações e/ou denominações”. Miguel A. Altieri
(Universidade da Califórnia, Campus de Berkeley, EUA)
Preparo e manejo do solo
O solo deve ser preparado em canteiros elevados entre 0,15 e
0,20m, com largura variando de 0,8 a 1,2m. Inicialmente,
deve-se fazer uma análise de solo para diagnosticar as
carências de nutrientes e adequá-lo às exigências da cultura.
Para a produção orgânica, é fundamental o uso de solos vivos.
Para isso, as adubações devem ser feitas com produtos
orgânicos compostados, com húmus de minhoca ou com
biofertilizantes.
A adubação orgânica vai depender muito do tipo e da
qualidade do solo, porém adubações com 3 a 5kg de húmus de
minhoca por metro quadrado de área tem demonstrado
excelentes resultados. Complementações com fosfato
natural, cinzas vegetais e biofertilizantes podem ser
necessárias.
A adubação verde da área com leguminosas na safra anterior
é uma prática recomendada.
A cobertura do solo é fundamental, o que pode ser feito com o
uso de substâncias orgânicas como a casca de arroz,
maravalha de madeira, acículas de pínus ou com plástico
preto. Esta cobertura é importante para a proteção das frutas
do contato direto com o solo, evitando o aparecimento de
podridões.
Irrigação
A irrigação deve ser feita de maneira localizada e por
gotejamento. Este equipamento pode ser facilmente adquirido
no mercado. As chamadas mangueiras gotejadoras são
relativamente baratas e podem ser reaproveitadas. É
fundamental que se tenha um sistema de filtros na entrada da
irrigação, para evitar o entupimento do sistema. Nesse processo
é possível a fertirrigação orgânica, com o auxílio de um injetor
tipo venturi, utilizando-se biofertilizantes, os quais devem ser
bem filtrados para evitar o entupimento dos bicos gotejadores.
A fertirrigação orgânica com o uso de húmus líquido na
concentração de 10% (10 kg de húmus de minhoca, em peso
seco, preparado a partir de esterco bovino, dissolvido em 100 L
de água por 5 a 7 dias e filtrado, descartando-se a parte sólida),
usado quinzenalmente, em volume de 1L.m-², tem sido suficiente
para manter as plantas produtivas e sem sintomas de
deficiências nutricionais.
Manejo da lavoura
O correto manejo das plantas e do ambiente de cultivo é o
segredo para se conseguir uma boa produção de
morangos em sistema orgânico.
No cultivo a “céu aberto” fica mais difícil o controle da
umidade nas plantas ocasionado pela precipitação. Assim,
é fundamental a seleção de áreas de plantio com
exposição solar Leste/Norte, de forma que os primeiros
raios de sol auxiliem no secamento das plantas, bem como
a construção de canteiros altos e em lugares bem
drenados. Ainda nesse caso é importante aumentar o
espaçamento entre plantas, utilizando-se somente duas
linhas de cultivo por canteiro e espaçamentos variando de
0,35 a 0,40 cm entre plantas, na forma de quincôncio.
Em cultivo protegido por túneis ou estufas, é importante o
manejo adequado dos mesmos, de forma que se permita o
secamento das plantas nas primeiras horas do dia. Dessa
forma, a abertura do ambiente no início da manhã é
condição indispensável para que se evite o aparecimento
de doenças.
A colheita deve ser feita, preferencialmente, três vezes por
semana, colhendo-se as frutas maduras (mais de 75% da
cor vermelha). Durante a colheita, é fundamental que
sejam retiradas da horta as folhas e frutas com sintomas de
ataque de doenças, principalmente o mofo cinzento ou
“botritis”.
Os resultados obtidos no período de quatro anos de
trabalhos na Estação Experimental Cascata - Embrapa
Clima Temperado têm demonstrado produtividades
médias de 500 a 600g de frutas por planta, e frutas com
peso individual de até 60g.
''Pequeno Gigante''
Em entrevista o cantor e compositor conta sobre sua musica Raíz e a inspiração que vem da natureza e dos movimentos sociais
Nascido no município de Rodeio Bonito, Rio Grande do Sul, Antônio Gringo é cantor e compositor, sua musica e poesia acompanha a luta do Movimento dos Pequenos Agricultores desde a origem da organização. Contrapondo a mercantilização musical Gringo vem cantando a trajetória de luta do povo trabalhador, a luta pela terra, a festa na roça, a vida camponesa e o contato com a natureza são as inspirações de sua música de Raiz, notamos isso de forma marcante na canção “Cativeiros” de sua autoria.
Lançando agora seu mais novo trabalho “Pequenos Gigantes” Antônio Gringo conversa conosco em uma entrevista contanto mais sobre seu novo CD, e sobre sua relação com o MPA.
Site MPA: fale um pouco de sua trajetória no cenário musical brasileiro
Antônio Gringo: profissionalmente sou cantor a 45 anos, fui fundador do Grupo Antônio Gringo e os Quatro Ventos, com quem toquei fandangos pelo sul do Brasil durante mais de vinte anos, durante três anos e meio fui apresentador do programa Povo Gaúcho na TVE- RS, atualmente além de continuar cantando e compondo apresento o programa vida no sul que vai ao ar pela TV Aparecida, nesse tempo de estrada lancei vinte edições entre CD´s e LP.
S.MPA: Gringo, você sempre dedicou suas musicas para a luta dos movimentos?
A.Gringo: desde os anos 80 que faço musicas com o cunho social, a vida do planeta e a natureza sempre foram uma base para minhas composições e a partir desse período comecei a ter contato de forma mais presente com essa luta que me inspira muito até hoje.
S.MPA: e sobre o MPA? a quanto tempo você se interage com o movimento?
A.Gringo: Bom com o MPA eu conheço desde seu inicio, da sua formação, das primeiras mobilizações aqui na região sul, estive presentes em diversas atividades do MPA no Brasil, cantei para o movimento no seu III encontro nacional do MPA em Vitória da Conquista na Bahia, que inclusive os debates, sobre soberania e resistência contra o capital que ocorreram lá foram base para a musica “meu Compadre” que faz parte do trabalho que estamos lançando agora.
S.MPA: e sobre esse novo trabalho “Pequenos Gigantes” fale mais um pouco sobre ele?
A.Gringo: Não acontecem muitas mudanças no novo CD, continuo mantendo o compromisso com a vida e com a musica de Raiz ... Como eu sempre fiz, ele está sendo lançado pela gravadora Vertical aqui do Rio Grande e já estamos difundindo ele por rádios e TV aqui do sul e de todo o Brasil.
S.MPA: e Sobre a música Pequeno Gigante, ela vem sendo cantada desde sua composição em todos os cantos do Brasil pelo MPA como um hino, oque acha disso?
A.Gringo: Essa musica é dedicada ao MPA, e chama a todos para a necessidade de se organizar, e poder despertar a força que existe dentro do povo... Penso que na pratica ela se tornou mesmo o hino do Movimento e realmente ficaria muito honrado se isso se concretizasse.
S.MPA: Gringo, que mensagem você deixa para os camponeses e camponesas do Brasil?
A.Gringo: Bom, que a organização continue sendo a base da luta, todos temos que nos manter unidos, articulados e mobilizados para a luta
Em um período onde vivemos a musica se tornar um elemento descartável, Antônio Gringo reafirma a musica como um elemento cultural de resistência que faz parte da vida do povo, sobre tudo dos camponeses.
Vida de Qualidade
Para ter vida de qualidade o camponês precisa de moradia, cultura, esporte, lazer e saúde popular.
A casa do camponês não é apenas um abrigo, é um lugar para morar e demorar. Onde temos nosso pomar, onde desfrutamos o prazer de sentarmos à sombra de uma árvore no quintal, apreciamos as flores do jardim, preservamos o meio ambiente, vivemos em família e em comunidade. Por isso, ter uma boa moradia camponesa é tão importante!
O esporte deve estar presente, por isso o plano camponês também salienta a importância da distinação de espaços para a prática esportiva, como campos de futebol, quadras de vôlei, campos de bochas etc. O esporte é uma importante atividade de interação, mas que não substitui as festas, bailes, torneios e encontros das famílias camponesas. Todas essas coisas, aliadas a uma agenda cultural com teatro, música, atividades de partilha, mutirões etc, vão garantir a qualidade de vida camponesa pela qual tanto lutamos.
Reunião Mpa Arroio do Tigre
Movimento dos Pequenos Agricultores de Arroio do Tigre Comunica
A todos os Beneficiários
do Grupo 04, 05 e 06 de Arroio do Tigre.
Que no dia 02 de
Maio de 2013 as 14 horas no Salão Católico de Arroio do Tigre,haverá uma
Reunião com o grupo de Engenharia e da Assistência Social da Coophab, para
levantamento de como foi a evolução da construção das Casas no Município de
Arroio do Tigre.
Governo gaúcho reconhece Agricultura Camponesa.
Governo gaúcho reconhece Agricultura Camponesa.
Movimentos sociais do campo e da cidade realizaram mobilizações em Porto Alegre nos dias 16 a 18 em defesa de um Programa de Fortalecimento da Agricultura Camponesa. O Governador Tarso Genro subiu no caminhão de son, diante de 6 mil trabalhadores, para anunciar a criação de um projeto no valor de R$ 100 milhões para investimentos e custeio em irrigação, logística e maquinários, destinados à agricultura camponesa.
O recurso será liberado em dois anos e é oriundo em 50% do Governo do Estado e a outra metade vem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
"O nosso Governo se orgulha em receber movimentos como este que vocês estão desenvolvendo. Só tem sentido a gente chegar ao Governo se conseguir organizar a máquina pública para que ela possa não somente distribuir renda e benefícios à população, mas principalmente incluir aqueles que estão na base da sociedade, aqueles que carregam a produção em seus ombros", disse o governador.
As propostas apresentadas pelo Governo são as seguintes:
- Investimentos nas unidades de produção;
- Recuperação de solos;
- Instalação de horta, criação de pequenos animais e sementes;
- Formação de pastagem;
- Qualificação da armazenagem do leite, através da aquisição de resfriadores;
- Formação de fruticultura;
- Aquisição de equipamentos;
- Construção de açudes para irrigação, e uma nova modalidade de irrigação a partir de aspersão, que pode atingir propriedades de até 5 hectares;
- Processamento e Agroindustrialização da produção;
- Indústria de insumos através de usinas de fertilizantes orgânicos;
- Pontes populares de trabalho que podem fazer a articulação da produção com a distribuição e agregação de valor aos municípios;
- Centros de distribuição local de alimentos nos bairros populares;
- Estrutura de logística, com parques de máquinas e equipamentos agrícolas para a mecanização das atividades e ampliando a produtividade de trabalho.
- Recuperação de solos;
- Instalação de horta, criação de pequenos animais e sementes;
- Formação de pastagem;
- Qualificação da armazenagem do leite, através da aquisição de resfriadores;
- Formação de fruticultura;
- Aquisição de equipamentos;
- Construção de açudes para irrigação, e uma nova modalidade de irrigação a partir de aspersão, que pode atingir propriedades de até 5 hectares;
- Processamento e Agroindustrialização da produção;
- Indústria de insumos através de usinas de fertilizantes orgânicos;
- Pontes populares de trabalho que podem fazer a articulação da produção com a distribuição e agregação de valor aos municípios;
- Centros de distribuição local de alimentos nos bairros populares;
- Estrutura de logística, com parques de máquinas e equipamentos agrícolas para a mecanização das atividades e ampliando a produtividade de trabalho.
Para Marcelo Leal, dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, “o anuncio deste programa é uma grande conquista, pois o governo, depois de muitos anos de descaso, com todo o tipo de tentativa de mudar o modo de fazer agricultura, reconhece a agricultura camponesa, conceito que o MPA vêm resgatando e reafirmando a vários anos. É o primeiro passo para a implementação do Plano Camponês defendido pelo MPA
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
2ª FESTA E FEIRA
DA AGRICULTURA CAMPONESA
DATA: 01 A 05 DE FEVEREIRO DE 2012
LOCAL: SANTA CRUZ DO SUL/ RS - CENTRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS
COMERCIALIZAÇÃO E EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS DA AGRICULTURA CAMPONESA.
PROGRAMAÇÃO:
01 A 05 DE FEVEREIRO DE 2012
Encontro da Juventude - Campo Cidade
03 DE FEVEREIRO DE 2012
*Organização dos expositores
*Recepção das delegações
*20h - Abertura Oficial - mistica
*21h - Show de abertura
04 DE FEVEREIRO DE 2012
*9H - Seminario Agricultura Camponesa e Soberania Alimentar Genetica e Energética
*14:30 - Seminario Campo e Cidade - Produção e Consumo de Alimentos. Experiencias PAA e PNAE
*20h SHOW e BAILE
05 DE FEVEREIRO DE 2012
*10h Celebração Ecumênica
*10:30h Ato Oficial de Feira com presença de autoridades
*Almoço- Churrasco
* Tarde - Bingo e Reunião Dançante
Venha e Participe
DATA: 01 A 05 DE FEVEREIRO DE 2012
LOCAL: SANTA CRUZ DO SUL/ RS - CENTRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS
COMERCIALIZAÇÃO E EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS DA AGRICULTURA CAMPONESA.
PROGRAMAÇÃO:
01 A 05 DE FEVEREIRO DE 2012
Encontro da Juventude - Campo Cidade
03 DE FEVEREIRO DE 2012
*Organização dos expositores
*Recepção das delegações
*20h - Abertura Oficial - mistica
*21h - Show de abertura
04 DE FEVEREIRO DE 2012
*9H - Seminario Agricultura Camponesa e Soberania Alimentar Genetica e Energética
*14:30 - Seminario Campo e Cidade - Produção e Consumo de Alimentos. Experiencias PAA e PNAE
*20h SHOW e BAILE
05 DE FEVEREIRO DE 2012
*10h Celebração Ecumênica
*10:30h Ato Oficial de Feira com presença de autoridades
*Almoço- Churrasco
* Tarde - Bingo e Reunião Dançante
Venha e Participe
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Resolução das Dividas
Finalmente consolidou-se uma vitória importante de uma longa luta do MPA Brasil, resultado de muitas mobilizações e negociações.
Embora não atenda de forma completa nossa reivindicação, saiu a Resolução do Conselho Monetário Nacional para Refinanciamento das Dívidas dos Pequenos Agricultores.
Fazemos aqui um resumo da Resolução Nº 4028 de 18 de novembro de 2011. Nesta Resolução só estão incluídos os financiamentos do Pronaf C, D e E e o Proger Rural Familiar. Foram publicadas também outras três resoluções tratando do Pronaf A e A/C, Pronaf B e do Crédito Fundiário e Banco da Terra.
O pequeno agricultor enquadrado na DAP (Declaração de Aptidão de Agricultor Familiar) que tem dívidas no PRONAF, tanto os adimplentes (os que estão em dia) quanto os inadimplentes ( os que estão em atraso) podem refinanciar estas dívidas nos bancos com as seguintes condições:
1 – PRAZO: o novo financiamento terá prazo de 10 anos.
2 – JURO: o juro será fixo de 2% ao ano.
3 – VALOR LIMITE: cada agricultor poderá refinanciar até o valor máximo de R$ 30.000,00.
4- CRÉDITOS INCLUIDOS: Pronaf custeio e investimento e Proger Rural Familiar.
5 – TAXA DE ADESÃO: para ter acesso ao refinanciamento, terá que pagar à vista uma taxa de adesão de 3% do valor a ser refinanciado.
6 – INCLUSÃO NO PGPAF: este novo financiamento será incluído no Programa de Garantia de Preços Mínimos da Agricultura Familiar, isto é, quando o preço de mercado for inferior ao preço mínimo, haverá desconto no valor da parcela.
7 – SEGURO AGRÍCOLA: haverá a possibilidade de opção, todos os anos, no seguro agrícola, PROAGRO MAIS, garantindo a parcela daquele ano caso haja problemas climáticos. Terá que ser feito anualmente quando faz o custeio.
8 – DATA DE INCLUSÃO:
a) Custeio Pronaf contratado até 30 de junho de 2010;
b) Custeio Proger Rural Familiar contratado entre 26 de junho de 2003 a 28 de junho de 2004;
c) Investimento Pronaf para quem está em dia, adimplente, contratado até 30 de junho de 2008;
d) Investimento Pronaf para quem está em atraso, inadimplente, contratado até 30 de junho de 2010.
9 – DATAS PARA INCLUSÃO:
a) Para os financiamentos que estão em dia, adimplentes até o prazo de 18 de novembro de 2011, o prazo para manifestar por escrito ao Banco o interesse em refinanciar é de 29 de fevereiro de 2012 e o prazo para contratação é até 29 de junho de 2012;
b) Para os financiamentos que estão em atraso, inadimplentes até a data de 18 de novembro de 2011, o prazo para manifestar por escrito o interesse em refinanciar é até 28 de fevereiro de 2013 e o prazo para contratação é até 28 de junho de 2013.
10 - CARÊNCIA: Não há carência. São dez pagamentos anuais.
11 – COMPOSIÇÃO DO SALDO DEVEDOR: recupera a dívida desde o prazo em que foi contratada, sem multa, sem juros sobre multas, sem bônus e faz o cálculo com juro de 6,75% no primeiro ano e o juro de normalidade, isto é, o que consta no contrato, nos demais anos até a data da nova contratação.
12 – GARANTIAS: as comuns no crédito rural, podendo ser mantidas as mesmas do crédito antigo ou substituir por outras, em negociação com o Banco.
Mais Detalhes, ler atentamente a resolução.
MPA - BRASIL
Embora não atenda de forma completa nossa reivindicação, saiu a Resolução do Conselho Monetário Nacional para Refinanciamento das Dívidas dos Pequenos Agricultores.
Fazemos aqui um resumo da Resolução Nº 4028 de 18 de novembro de 2011. Nesta Resolução só estão incluídos os financiamentos do Pronaf C, D e E e o Proger Rural Familiar. Foram publicadas também outras três resoluções tratando do Pronaf A e A/C, Pronaf B e do Crédito Fundiário e Banco da Terra.
O pequeno agricultor enquadrado na DAP (Declaração de Aptidão de Agricultor Familiar) que tem dívidas no PRONAF, tanto os adimplentes (os que estão em dia) quanto os inadimplentes ( os que estão em atraso) podem refinanciar estas dívidas nos bancos com as seguintes condições:
1 – PRAZO: o novo financiamento terá prazo de 10 anos.
2 – JURO: o juro será fixo de 2% ao ano.
3 – VALOR LIMITE: cada agricultor poderá refinanciar até o valor máximo de R$ 30.000,00.
4- CRÉDITOS INCLUIDOS: Pronaf custeio e investimento e Proger Rural Familiar.
5 – TAXA DE ADESÃO: para ter acesso ao refinanciamento, terá que pagar à vista uma taxa de adesão de 3% do valor a ser refinanciado.
6 – INCLUSÃO NO PGPAF: este novo financiamento será incluído no Programa de Garantia de Preços Mínimos da Agricultura Familiar, isto é, quando o preço de mercado for inferior ao preço mínimo, haverá desconto no valor da parcela.
7 – SEGURO AGRÍCOLA: haverá a possibilidade de opção, todos os anos, no seguro agrícola, PROAGRO MAIS, garantindo a parcela daquele ano caso haja problemas climáticos. Terá que ser feito anualmente quando faz o custeio.
8 – DATA DE INCLUSÃO:
a) Custeio Pronaf contratado até 30 de junho de 2010;
b) Custeio Proger Rural Familiar contratado entre 26 de junho de 2003 a 28 de junho de 2004;
c) Investimento Pronaf para quem está em dia, adimplente, contratado até 30 de junho de 2008;
d) Investimento Pronaf para quem está em atraso, inadimplente, contratado até 30 de junho de 2010.
9 – DATAS PARA INCLUSÃO:
a) Para os financiamentos que estão em dia, adimplentes até o prazo de 18 de novembro de 2011, o prazo para manifestar por escrito ao Banco o interesse em refinanciar é de 29 de fevereiro de 2012 e o prazo para contratação é até 29 de junho de 2012;
b) Para os financiamentos que estão em atraso, inadimplentes até a data de 18 de novembro de 2011, o prazo para manifestar por escrito o interesse em refinanciar é até 28 de fevereiro de 2013 e o prazo para contratação é até 28 de junho de 2013.
10 - CARÊNCIA: Não há carência. São dez pagamentos anuais.
11 – COMPOSIÇÃO DO SALDO DEVEDOR: recupera a dívida desde o prazo em que foi contratada, sem multa, sem juros sobre multas, sem bônus e faz o cálculo com juro de 6,75% no primeiro ano e o juro de normalidade, isto é, o que consta no contrato, nos demais anos até a data da nova contratação.
12 – GARANTIAS: as comuns no crédito rural, podendo ser mantidas as mesmas do crédito antigo ou substituir por outras, em negociação com o Banco.
Mais Detalhes, ler atentamente a resolução.
MPA - BRASIL
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Produção de Orgânicos no Brasil
Agricultura e criações de subsistência no Brasil com técnicas naturais sempre existiram. As primeiras tentativas de cultivo com uma filosofia orgânica aconteceram no interior de São Paulo no início dos anos 70, segundo o professor, pesquisador e agrônomo Moacir Roberto Darolt. Na década seguinte foram fundadas as primeiras associações e instituições do setor e também realizados quatro Encontros Brasileiros de Agricultura Alternativa. Em 1992 acontece a 9a Conferência Científica da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (IFOAM), em São Paulo. Em 1994, o governo monta o CNPOrg - Comitê Nacional de Produtos Orgânicos -, órgão do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, para definir a legislação. Reportam-se a ele os CNPOrgs de cada estado, que devem fiscalizar e autorizar as instituições a certificar os alimentos com seus selos.
Tipos de orgânicos previstos na legislação brasileira
A legislação brasileira prevê dois tipos de selos para esses produtos
• Orgânico: para alimentos com um único ou com vários ingredientes que contenham um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos.
• Com ingredientes orgânicos: para alimentos com pelo menos 70% de ingredientes orgânicos. Os produtos compostos devem conter no rótulo todos seus ingredientes e aditivos e discriminar quais são os orgânicos certificados e quais não são.
Alimentos orgânicos devem ser separados completamente dos não-orgânicos, do manuseio ao maquinário, do transporte à venda. As prateleiras e geladeiras para a venda devem ser limpas e desinfectadas sob critério e fiscalização das certificadoras.
Posição do Brasil no mundo
Não há consenso sobre os dados da produção brasileira. O relatório da SOEL - Fundação Agricultura & Ecologia da Alemanha (Organic Agriculture Worldwide 2002– Statistics and Future Prospects) informa que o Brasil tinha, em 2001, 12.590 produtores e 803.180 hectares orgânicos (veja tabela). São números surpreendentes, pois o mesmo relatório indica 7.800 produtores e 900 mil hectares nos Estados Unidos.
Em abril deste ano, o BNDES divulgou seu primeiro levantamento. Ele levou um ano para ser feito e indica 7.063 produtores e 269 mil hectares certificados (152,7 mil hectares de plantações e 116,9 mil hectares de criações animais).
No entanto, somando as áreas certificadas e as não-certificadas, temos um aumento que se aproxima dos dados divulgados pela Soel: mais de 13 mil produtores e 720 hectares de cultivo e agropecuária. "É possível que os números da Soel incluam áreas em transição. Além disso, o BID anunciou em março de 2002 apoio para quatro projetos em Roraima, num total de mais de 600 mil hectares e é possível que a Soel já soubesse da aprovação", opina José Geraldo Ormond, um dos autores da pesquisa do BNDES.
Nos últimos quatro anos, o mercado brasileiro foi um dos que mais cresceram no mundo, com taxas de 35% a 50% ao ano, contra patamares de 20% a 30% nos EUA e em alguns países europeus. Como a procura por orgânicos é grande dentro e fora do país, os produtores correm atrás.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Os 10 Alimentos Mais Contaminados Por Agrotóxicos
O uso de agrotóxicos na produção agrícola e a contaminação dos alimentos por estes elementos tóxicos têm sido preocupação no âmbito de saúde publica. Um estudo da Agencia Nacional de Vigilância Sanitaria (Anvisa), iniciado em 2001, mostra que muitos dos alimentos que consumimos normalmente estão contaminados.
Segundo a própria Anvisa, os agrotóxicos ''são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer.''
O Projeto de Analise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), realizado pela Anvisa em conjunto com órgãos de vigilância de 25 estados participantes, mais Distritos Federais analisou diversos legumes, frutas e vegetais para ver o quão contaminado eles estavam.
Entre as amostragens analisadas, os alimentos que foram contaminados com uma frequência maior foram:
* PIMENTÃO (80,0%)
* UVA (54,80%)
* MORANGO(50,80%)
* COUVE-FLOR(44,20%)
* ABACAXI(44,10%)
* MAMÃO (38,80%)
* ALFACE (38,40%)
* TOMATE (32,60%)
* BETERRABA (32,0%)
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Capitalismo: o preço é o planeta Terra
Mudanças climáticas ameaçam o futuro da humanidade. Dois terços de todos os ecossistemas estão degradados. Extremas secas, enchentes, tempestades e incêndios forçam milhões a fugir e se tornarem refugiados ambientais. Esse é o pano de fundo dramático da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima que ocorre em dezembro em Copenhague.
A declaração de 2007 do IPCC (Painel Internacional de Mudança Climática da ONU) de que a temperatura média da Terra não deve subir mais que dois graus Celsius sobre os níveis pré-industriais ou um desastre incalculável ocorreria, foi um poderoso lembrete da natureza do problema. Mas nove em cada dez cientistas acreditam que as temperaturas subirão mais que os dois graus, meta do Protocolo de Kyoto. Um aumento de três a seis graus antes do final do século é mais provável.
A principal razão é que à medida que os oceanos se aquecem, eles perdem sua capacidade de absorver dióxido de carbono. Outra terrível verdade é que há mais carbono sob as geleiras polares que em toda a atmosfera. Especialistas dizem que se as emissões de dióxido de carbono, de enxofre e de nitrogênio continuem como estão hoje, essa bomba explodirá dentro dos próximos 100 anos. Um limiar está sendo discutido, um ponto a partir do qual os riscos do aquecimento global já não dependerão mais de nossas ações para freá-lo.
Enquanto isso, governos se reúnem para debater o problema, como irão fazer em dezembro em Copenhague, propondo novas metas de redução de gases estufa. Mas eles começaram as discussões no encontro Rio 1992 e as coisas estão apenas piorando. Por quê as estratégias climáticas não funcionam?
As políticas 'verdes' convencionais de governos e suas instituições capitalistas, como a União Europeia, FMI e Banco Mundial, na prática, são apenas um reflexo dos interesses do grande capital. A mudança climática é reduzida a um problema isolado da crise sistêmica segundo o qual o progresso é apenas limitado pela tecnologia e 'más políticas governamentais'. Os meios para se lidar com os problemas são sempre ajustados aos custos financeiros em vez de aos objetivos de longo prazo de sustentabilidade ambiental. Enfrentar a mudança climática na base de lucros para os poucos do andar de cima vai apenas nos levar à becos sem saída, enquanto a perspectiva de um futuro sustentável só diminui.
Forças de Mercado
Um desses becos sem saída é o comércio de emissões de carbono, o sistema dos créditos de carbono. Ele permite que uma companhia ou um país que reduza sua emissão de dióxido de carbono abaixo das metas à vender essa redução extra como crédito para outra companhia ou país que não alcançou sua meta. O Banco Mundial afirma que o valor do comércio de carbono mais que dobrou no último ano, apesar da crise econômica. Isso significa que as emissões estão caindo? Definitivamente não. Então o quê esse comércio significa na prática? Um acadêmico de Oxford que estudou o sistema, Adam Bumpus, concluiu que "esta regulação está lá para facilitar os mercados. Não se trata de fazer reduções baratas, se trata de fazer um monte de dinheiro".
A ideia é que o governo distribui um número limitado de permissões para produzir uma quantia limitada de emissões de carbono e que a escassez dessas permissões aumentariam o custo da emissão de carbono. Isto iria, em troca, levar a menos emissões e serviriam de incentivo econômico à tecnologias verdes. Dessa forma, de acordo com a teoria, o comprador paga para emitir gases estufa enquanto o vendedor é recompensado por haver reduzido emissões mais que sua meta. O único problema é que não é bem assim que funciona.
O mercado sempre escolhe a maneira mais fácil de economizar uma dada quantidade de carbono no curto-prazo, independente de que ação é necessária para reduções de longo-prazo. O resultado é que o sistema reforça travas tecnológicas. Por exemplo, reduções pequenas geralmente podem ser alcançadas de forma barata tornando uma tecnologia um pouquinho mais eficiente, enquanto que reduções maiores requereriam investimentos maciços em novas tecnologias.
Se o principal objetivo de reduzir emissões é conseguir mais créditos para vender, de acordo com a lógica do mercado, de forma que o comprador possa produzir a mesma quantidade de emissões que o vendedor economizou, negociar créditos não reduz as emissões. De fato, é mais barato para os capitalistas comprar mais permissões sem reduzir emissões e passar o custo extra para os consumidores, como as companhias de energia provaram. Como Giovanni Bisignani, chefe da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, em inglês), disse, " Se alguns governos ainda querem implementar tarifas [sobre o transporte aéreo] nós devemos receber créditos de carbono para compensar cada centavo dessas taxas".
Este é outro exemplo das equivocadas políticas dos partidos verdes, que advogam tanto o mercado de carbono quanto as tarifas verdes. Tornar as emissões de gases estufa mais cara não vai ajudar se a conta for para os trabalhadores e não para os produtores. Enquanto isso, os capitalistas sorriem à caminho do banco com suas novíssimas consciências verdes.
O problema com a maioria das organizações verdes estabelecidas é que elas buscam mecanismos, tais como o mercado de carbono, tarifas verdes, leis verdes ou outras soluções técnicas para resolver o problema da poluição causada pelos ricos. Mesmo se as propostas as vezes são boas, a questão de quem as vai fazer vigorar permanece. Serão os poluidores ou o povo? O sistema de crédito de carbonos é ruim por si só. Mas o fato de que órgãos controlados por capitalistas ou governos alocaram as permissões, dada a lógica do mercado, fez com que eles distribuíssem muitas permissões, com medo de ficarem em desvantagem com poderes capitalistas competidores. Hoje, há mais permissões em circulação que a capacidade de emitir gases estufa!
Mesmo as companhias de petróleo, gás e carvão falam de uma 'revolução verde' na esperança de refrescar sua reputação. Lobistas do grande capital americano, conhecidos por sua resistência à qualquer mudança em detrimento de seus interesses financeiros, estão praticamente jogando dinheiro no plano de energia limpa de Barack Obama. Eles sabem que o plano contém tantos furos que a indústria americana pode evitar qualquer redução doméstica real até pelo menos 2026. Isto se dá porque o Ato de Energia Limpa e Segurança põe o mercado de carbono em seu centro, permitindo que companhias troquem promissões de reduções domésticas por baratos e falsos projetos verdes no exterior. Os bilhões que a gigante de energia sueca Vattenfall recebeu de créditos pela energia hidrelétrica está sendo investido em usinas termelétricas à carvão na Holanda e Bélgica. Planeja-se construir 50 novas usinas de carvão na Europa.
O novo e verde imperialismo
É aqui que o mecanismo de desenvolvimento limpo (CDM, da sigla em inglês), parte do comércio de emissões, entra em jogo. Ele reúne projetos em países desenvolvidos "que não teriam ocorrido sem o mecanismo" e regras muito flexíveis. O consultor de CDM Axel Michaelowa, fala de uma nova 'corrida do ouro' e de 'milionários do dióxido de carbono' criados pelo CDM.
O Banco Mundial é o maior fornecedor multilateral de empréstimos para projetos de combustíveis fósseis e usa seu fundo climático para financiar gigantes do carvão, como o recente projeto de carvão Tata Mundra na Índia. Naturalmente, os projetos devem ser "verdes", como o gasoduto da África Ocidental que busca dinheiro de CDM para reduzir a queima de rejeitos de gás no delta do Rio Níger.
Mas o resultado real é que gigantes do petróleo, como a Chevron, podem receber créditos de carbono enquanto permanecem lucrando com atividades criminais. Geralmente o objetivo do projeto em si é devastador. Corporações emissoras de carbono do hemisfério Norte têm plantado eucaliptos e outras árvores exóticas na África. Estas árvores sugam a água de terras agrícolas, deixando os fazendeiros na seca, enquanto créditos são coletados por este 'sequestro de carbono'.
Companhias como a chinesa Hu Chemicals ou a Petrobras criaram suas próprias subdivisões de CDM, que mostra como as multinacionais estão se apossando dessa máquina de fazer dinheiro. Neste contexto, há poucas chances para cidades ou comunidades que querem desenvolver energia solar ou de outra forma renovável.
Na prática, não há diferença entre o "verde" e "justo" CDM e o há muito odiado Iniciativa Melhorada dos Países Pobres Altamente Endividados (programa de ajustes estruturais) que, por exemplo, tornou possível que a Coca-Cola sugasse 300 bilhões de litros de água dos países pobres para sua produção enquanto ao mesmo tempo populações foram proibidas devido à privatização de coletar a água da chuva!
Represas, deslocamento de populações e direito à água
Muitos CDM são relacionados à represas. O incentivo às mega-represas tem sido justificado por bancos de desenvolvimento e multinacionais como necessário para o desenvolvimento da África e para combater as emissões de carbono. Enquanto governos como os dos EUA, Reino Unido e China anunciam grandiosos planos para energizar a África e outros esquemas de "ajuda", as companhias colocam em ação o modelo "Construir, Possuir, Operar e Transferir", devastando os rios da África para alimentar o aumento da demanda por energia na Europa e etc. E tudo fica muito mais lucrativo quando se ganha créditos de carbono por isso.
Grandes represas fornecem eletricidade para companhias multinacionais, água para mineração e irrigação para latifúndios de empresas estrangeiras. Comunidades rurais e pequenos agricultores são os últimos a se beneficiar. Nas margens do Zambezi, um dos maiores rios africanos, pelo menos 40 milhões de pessoas de 30 grupos étnicos diferentes dependem da pesca e agricultura para sobreviver. Mas agora, com 30 represas regulando a bacia, houve uma redução de 60% na quantidade de camarões de rio, dos quais a população depende para alimentação. Num estudo de 50 represas na África, o professor Thayer Scudder, ex-consultor sobre deslocamento de populações para o Banco Mundial, descobriu que 86% da população deslocada não tinha terra e 80% não tinha emprego. Falta de alimentos afetava 79% da população deslocada pelas "represas verdes".
As negociações para expandir o mercado de carbono às florestas tropicais iriam espalhar esse ataque verde à América Latina, onde direitos territoriais indígenas são fracos. Recentemente povos indígenas no Peru entraram em greve para proteger suas terras e direito à água.
Ao mesmo tempo, a China se esforça em construir uma imagem justa e verde de si na África, imagem geralmente alimentada e engolida pela mídia, afirmando que está desenvolvendo sustentabilidade em oposição à política ocidental de dependência por dívida. Mas as represas chinesas são apenas para se conseguir contratos de exploração de minas, alimentos, terra e madeira. O escritor da International River, Terri Hathaway, chama o boom de represas chinês de uma nova geração de 'colonialismo'.
Políticas falidas
Não apenas a União Europeia admitiu a falência do sistema CDM, como também a Agência de Contas do governo americano foi compelido a reconhecer que uma proporção significante dos CDMs não significam redução de emissões. Ironicamente, a UE recentemente propôs um novo sistema, 'crédito setorial' e 'comércio setorial', vendidos como uma superação dos CDMs. Na prática, porém, eles apenas reduzem os já limitados requerimentos e fiscalizações dos CDMs de garantir sustentabilidade ambiental e justiça social.
Comércio de carbono e outras falsas soluções como biocombustíveis, transgênicos, sequestro de carbono, fertilização oceânica e armazenamento de carbono, dentre outras, são conceitos que libertam as indústrias de qualquer responsabilidade enquanto permitem grandes lucros. Em abril, o ministro britânico para o clima, Ed Miliband, anunciou que nenhuma usina de carvão nova seria construída sem a tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS, da sigla em inglês) que captura uma proporção das emissões de carbono para serem enterradas no solo. CCS é um mecanismo teórico para diminui a emissão de gases estufa, baseado na captura de dióxido de carbono emitido por termelétricas. Apesar de que ainda não se mostrou bem sucedida, pode se tornar e é vista como uma a nova brecha para os 'capitalistas verdes'.
Capturar e comprimir dióxido de carbono usa energia adicional. O combustível necessário para uma planta de carvão com CCS é aumentado em 25-40%, de acordo com o IPCC. Estes e outros custos são estimados em aumentar o custo da energia de uma usina com CCS em pelo menos 2%, um custo que é jogado sobre as costas dos trabalhadores em nome de "energia verde". De acordo com o pesquisador Oscar Reyes, a usina modelo Vattenfall queima de 10-40% mais carvão que usinas convencionais.
Muito desse esforço climático sem sentido é até protegido de crítica por setores do movimento ambientalista. Harald Schuman e Christiane Grefe, dos jornais alemães Tagesspiegel e Die Zeit, destacaram o quanto ONGs têm se tornado cada vez mais financiadas pelo grande negócio e governos e dessa forma, deixam de fora importantes fatos e conclusões de fora de seus relatórios e publicações.
Uma crise de oportunidades?
A crise econômica capitalista balançou aquela suposição comum de que um crescimento econômico sem fim baseado no mercado iria, supostamente, resolver as questões climáticas, mesmo que nunca tenha chegado perto disso. Ela levanta outras questões, como a necessidade de democratização da economia, dos processos decisórios e da necessidade de planejar a produção e o comércio global. De qualquer modo, alguns capitalistas e líderes políticos ainda tentam ser positivos sobre a habilidade dos mercados e destacam as "coisas boas" que poderiam se originar da recessão.
O Painel pelo Progresso Africano, presidido por Kofi Annan, por exemplo, convocou os líderes africanos para tornarem a crise econômica global numa 'oportunidade única' na base de 'responsabilidade compartilhada'. Especificamente, Annan diz que um crescimento da energia renovável, produção agrícola limpa e transportes 'verdes' poderiam fortalecer as economias africanas através de investimentos estrangeiros. Ele também saúda o surgimento de parceiros emergentes, como a China, Brasil e Índia, como um meio de se atingir as "metas de desenvolvimento do milênio" na África. Mas se esta recessão global é uma grande oportunidade para ação sobre a mudança climática, porque a ONU está avisando que investimentos em energias renováveis caíram 44% em um ano? A resposta é que capitalistas investem onde os lucros são mais garantidos quanto possível.
A crise capitalista tornou os mercados globais inseguros. Preços subiram e se tornaram instáveis, e é por isso que especuladores querem comprar terras em vez de safras e alimentos. Isto iniciou uma corrida em massa por compra de terras na África. Ricas corporações da China, Índia, Coréia do Sul e Arábia Saudita estão criando mega-fazendas com uso de mão-de-obra barata. Esta corrida está aumentando o desmatamento e a destruição de ecossistemas aquáticos, com grandes impactos sobre a mudança climática e a pobreza. Em Ruanda, onde 60% da cobertura florestal foi cortada e os ecossistemas aquáticos destruídos, o governo implementou racionamento de água exceto, claro, para as companhias que causaram o problema, e especialmente para os bem-financiados CDMs.
De acordo com o Departamento de Assuntos Ambientais da África do Sul, até 2020 até 200 milhões de pessoas na África poderão sofrer de escassez de água. A produção agrícola pode cair em 50%, e ecossistemas severamente degradados irão exacerbar ainda mais a falta de alimentos. Pesquisa do Group d'Experts Intergouvernemantal sur l'Evolution sugere que a produtividade agrícola na África subsaariana pode cair pela metade. Em janeiro de 2008, a fome afetou 923 milhões de pessoas. Hoje esse número chega a 1,02 bilhão de pessoas, de acordo com a Organização para Alimento e Agricultura da ONU.
Como a tragédia em Darfur mostra, a mudança climática também é uma ameaça à segurança. Geralmente sequer há uma temporada de chuvas, a areia do deserto destrói o solo agrícola e se as chuvas de fato vêm, podem ser torrenciais, varrendo todo o solo aluvial. Com a crescente falta de terras, acordos prévios entre pecuaristas e agricultores sobre a divisão de terras e do uso de poços sofrem pressão e podem ser desfeitos. No Norte do Quênia e Uganda, isto levou a embates violentos. O que é chamado de 'limpeza étnica' no Sudão é, de fato, o resultado lógico do roubo corporativo de capitalistas americanos, chineses e russos, assim como o colapso de ecossistemas que se segue.
Muito tarde para o socialismo?
Alguns dos principais ativistas das mudanças climáticas, como George Monbiot do The Guardian (jornal inglês) ou Joss Garman do grupo Plane Stupid (conhecido pela resistência à expansão do aeroporto de Londres), corretamente realçam a necessidade de ações agora. Mas suas conclusões são de que é "muito tarde" para falar sobre socialismo e que não há tempo para se "esperar" por uma solução socialista para a mudança climática. Quando as pessoas reconhecem que as previsões do IPCC e mesmo os cenários mais pessimistas na verdade subestimam a velocidade das mudanças climáticas, eles podem concordar. Estamos com pressa, sim. Mas são estes exemplos de confusão política de importantes ambientalistas que criam a idéia de que "qualquer coisa serve" ou "já é muito tarde", assustando as pessoas em direção à políticas sem sentido e as afastando das políticas que de fato devem ser tomadas. Não há atalhos.
Se algo precisa ser apressado, é a necessidade de se abolir o capitalismo, um sistema que desde suas origens nos levou a desastres, guerra, fome generalizada e destruição ambiental. O problema do aquecimento global não será resolvido por brilhantes idéias baseadas no mercado ou ajustes técnicos. Em primeiro lugar, a crise climática não é uma questão técnica, é uma questão política. Nós temos hoje os meios técnicos e financeiros para parar a mudança climática, acabar com a pobreza e injustiça. Controle desses meios deve ser tomados pela maioria, em vez de ficar nas mãos de poucos.
A produção e o comércio devem ser planejados e colocados sob controle democrático. Lucro como a força dominante vai desaparecer sob um regime socialista e será substituído por uma produção voltada às necessidades da sociedade. Assembléias democraticamente eleitas em vários níveis: local, industrial, nacional e internacional irão decidir como os excessos serão divididos, o que será prioritário, quais serão os objetivos da produção, o que deve ser investido, para consumo público ou privado. Estes planos tomariam a forma de hipóteses de trabalho, constantemente discutidos e revistos em órgãos eleitos. A indústria automobilística, por exemplo, deveria ser nacionalizada com a produção reorganizada de acordo com planos criados por trabalhadores, especialistas e consumidores, ligados ao desenvolvimento de um sistema integrado de transporte público.
Uma economia planejada também significaria a eliminação do desperdício capitalista. Enormes recursos não seriam gastos com especulação ou publicidade e investidos em produção, solução de problemas ambientais e projetos infraestruturais em países desenvolvidos. Hoje, tudo deve ser lucrativo senão é fechado. Numa sociedade socialista, haverá espaço para educação, pesquisa, conversão à agricultura orgânica, ou correção de outros problemas globais, áreas prioritárias que não necessitariam gerar lucro por si só.
A tecnologia deveria ser aplicada de uma maneira planejada para sistematicamente economizar energia, com modelos muito mais eficientes de construção de edifícios, processos de produção industrial e economia de energia doméstica. Deveria haver pesquisa e desenvolvimento muito mais intensivos de energias renováveis como solar, eólica, hidrelétrica e de energia maremotriz, com outras fontes possíveis, assim como a tecnologia de transmissão e armazenamento. Nós necessitamos de investimentos maciços e planejados em infraestrutura de transportes públicos, dos níveis locais aos internacionais, baseados nos meios mais eficientes energeticamente, trens em preferência à aviões, ônibus em preferência à carros e com estímulo às bicicletas por exemplo.
A reorganização da agricultura, num nível nacional e global será vital, desenvolvendo métodos ambientalmente amigáveis de produção de alimentos. Por décadas, intensa agricultura capitalista tem degradado a terra. Internacionalmente, muitos países exportadores de comida se tornaram sobre-dependentes de um ou dois produtos, vulneráveis à flutuações dos mercados mundiais. Os problemas do gigantesco agronegócio internacional de um lado e da exploração de pequenos fazendeiros e de sem terra por latifundiários do outro, requerem soluções socialistas. Medidas urgentes devem ser tomadas para restaurar ecossistemas degradados, como florestas, lagos, oceanos ou área agrícola.
Sem dúvida, muito mais pesquisas são necessárias para atingir estes amplos objetivos e novas tecnologias tem de ser testadas. É claro que corporações capitalistas, independente de quaisquer regulações ambientais aplicadas por governos, nunca irão seriamente confrontar os problemas da destruição ambiental. Estes objetivos requerem planejamento socialista numa escala global. As mais lucrativas 'indústrias' hoje se baseiam na total exploração dos recursos humanos: a indústria do sexo, tráfico de pessoas, armas e drogas. Acabar com a mudança climática depende de se construir uma sociedade baseada numa produção que faça sentido, pelas necessidades de todos e não pela ganância de poucos
A declaração de 2007 do IPCC (Painel Internacional de Mudança Climática da ONU) de que a temperatura média da Terra não deve subir mais que dois graus Celsius sobre os níveis pré-industriais ou um desastre incalculável ocorreria, foi um poderoso lembrete da natureza do problema. Mas nove em cada dez cientistas acreditam que as temperaturas subirão mais que os dois graus, meta do Protocolo de Kyoto. Um aumento de três a seis graus antes do final do século é mais provável.
A principal razão é que à medida que os oceanos se aquecem, eles perdem sua capacidade de absorver dióxido de carbono. Outra terrível verdade é que há mais carbono sob as geleiras polares que em toda a atmosfera. Especialistas dizem que se as emissões de dióxido de carbono, de enxofre e de nitrogênio continuem como estão hoje, essa bomba explodirá dentro dos próximos 100 anos. Um limiar está sendo discutido, um ponto a partir do qual os riscos do aquecimento global já não dependerão mais de nossas ações para freá-lo.
Enquanto isso, governos se reúnem para debater o problema, como irão fazer em dezembro em Copenhague, propondo novas metas de redução de gases estufa. Mas eles começaram as discussões no encontro Rio 1992 e as coisas estão apenas piorando. Por quê as estratégias climáticas não funcionam?
As políticas 'verdes' convencionais de governos e suas instituições capitalistas, como a União Europeia, FMI e Banco Mundial, na prática, são apenas um reflexo dos interesses do grande capital. A mudança climática é reduzida a um problema isolado da crise sistêmica segundo o qual o progresso é apenas limitado pela tecnologia e 'más políticas governamentais'. Os meios para se lidar com os problemas são sempre ajustados aos custos financeiros em vez de aos objetivos de longo prazo de sustentabilidade ambiental. Enfrentar a mudança climática na base de lucros para os poucos do andar de cima vai apenas nos levar à becos sem saída, enquanto a perspectiva de um futuro sustentável só diminui.
Forças de Mercado
Um desses becos sem saída é o comércio de emissões de carbono, o sistema dos créditos de carbono. Ele permite que uma companhia ou um país que reduza sua emissão de dióxido de carbono abaixo das metas à vender essa redução extra como crédito para outra companhia ou país que não alcançou sua meta. O Banco Mundial afirma que o valor do comércio de carbono mais que dobrou no último ano, apesar da crise econômica. Isso significa que as emissões estão caindo? Definitivamente não. Então o quê esse comércio significa na prática? Um acadêmico de Oxford que estudou o sistema, Adam Bumpus, concluiu que "esta regulação está lá para facilitar os mercados. Não se trata de fazer reduções baratas, se trata de fazer um monte de dinheiro".
A ideia é que o governo distribui um número limitado de permissões para produzir uma quantia limitada de emissões de carbono e que a escassez dessas permissões aumentariam o custo da emissão de carbono. Isto iria, em troca, levar a menos emissões e serviriam de incentivo econômico à tecnologias verdes. Dessa forma, de acordo com a teoria, o comprador paga para emitir gases estufa enquanto o vendedor é recompensado por haver reduzido emissões mais que sua meta. O único problema é que não é bem assim que funciona.
O mercado sempre escolhe a maneira mais fácil de economizar uma dada quantidade de carbono no curto-prazo, independente de que ação é necessária para reduções de longo-prazo. O resultado é que o sistema reforça travas tecnológicas. Por exemplo, reduções pequenas geralmente podem ser alcançadas de forma barata tornando uma tecnologia um pouquinho mais eficiente, enquanto que reduções maiores requereriam investimentos maciços em novas tecnologias.
Se o principal objetivo de reduzir emissões é conseguir mais créditos para vender, de acordo com a lógica do mercado, de forma que o comprador possa produzir a mesma quantidade de emissões que o vendedor economizou, negociar créditos não reduz as emissões. De fato, é mais barato para os capitalistas comprar mais permissões sem reduzir emissões e passar o custo extra para os consumidores, como as companhias de energia provaram. Como Giovanni Bisignani, chefe da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, em inglês), disse, " Se alguns governos ainda querem implementar tarifas [sobre o transporte aéreo] nós devemos receber créditos de carbono para compensar cada centavo dessas taxas".
Este é outro exemplo das equivocadas políticas dos partidos verdes, que advogam tanto o mercado de carbono quanto as tarifas verdes. Tornar as emissões de gases estufa mais cara não vai ajudar se a conta for para os trabalhadores e não para os produtores. Enquanto isso, os capitalistas sorriem à caminho do banco com suas novíssimas consciências verdes.
O problema com a maioria das organizações verdes estabelecidas é que elas buscam mecanismos, tais como o mercado de carbono, tarifas verdes, leis verdes ou outras soluções técnicas para resolver o problema da poluição causada pelos ricos. Mesmo se as propostas as vezes são boas, a questão de quem as vai fazer vigorar permanece. Serão os poluidores ou o povo? O sistema de crédito de carbonos é ruim por si só. Mas o fato de que órgãos controlados por capitalistas ou governos alocaram as permissões, dada a lógica do mercado, fez com que eles distribuíssem muitas permissões, com medo de ficarem em desvantagem com poderes capitalistas competidores. Hoje, há mais permissões em circulação que a capacidade de emitir gases estufa!
Mesmo as companhias de petróleo, gás e carvão falam de uma 'revolução verde' na esperança de refrescar sua reputação. Lobistas do grande capital americano, conhecidos por sua resistência à qualquer mudança em detrimento de seus interesses financeiros, estão praticamente jogando dinheiro no plano de energia limpa de Barack Obama. Eles sabem que o plano contém tantos furos que a indústria americana pode evitar qualquer redução doméstica real até pelo menos 2026. Isto se dá porque o Ato de Energia Limpa e Segurança põe o mercado de carbono em seu centro, permitindo que companhias troquem promissões de reduções domésticas por baratos e falsos projetos verdes no exterior. Os bilhões que a gigante de energia sueca Vattenfall recebeu de créditos pela energia hidrelétrica está sendo investido em usinas termelétricas à carvão na Holanda e Bélgica. Planeja-se construir 50 novas usinas de carvão na Europa.
O novo e verde imperialismo
É aqui que o mecanismo de desenvolvimento limpo (CDM, da sigla em inglês), parte do comércio de emissões, entra em jogo. Ele reúne projetos em países desenvolvidos "que não teriam ocorrido sem o mecanismo" e regras muito flexíveis. O consultor de CDM Axel Michaelowa, fala de uma nova 'corrida do ouro' e de 'milionários do dióxido de carbono' criados pelo CDM.
O Banco Mundial é o maior fornecedor multilateral de empréstimos para projetos de combustíveis fósseis e usa seu fundo climático para financiar gigantes do carvão, como o recente projeto de carvão Tata Mundra na Índia. Naturalmente, os projetos devem ser "verdes", como o gasoduto da África Ocidental que busca dinheiro de CDM para reduzir a queima de rejeitos de gás no delta do Rio Níger.
Mas o resultado real é que gigantes do petróleo, como a Chevron, podem receber créditos de carbono enquanto permanecem lucrando com atividades criminais. Geralmente o objetivo do projeto em si é devastador. Corporações emissoras de carbono do hemisfério Norte têm plantado eucaliptos e outras árvores exóticas na África. Estas árvores sugam a água de terras agrícolas, deixando os fazendeiros na seca, enquanto créditos são coletados por este 'sequestro de carbono'.
Companhias como a chinesa Hu Chemicals ou a Petrobras criaram suas próprias subdivisões de CDM, que mostra como as multinacionais estão se apossando dessa máquina de fazer dinheiro. Neste contexto, há poucas chances para cidades ou comunidades que querem desenvolver energia solar ou de outra forma renovável.
Na prática, não há diferença entre o "verde" e "justo" CDM e o há muito odiado Iniciativa Melhorada dos Países Pobres Altamente Endividados (programa de ajustes estruturais) que, por exemplo, tornou possível que a Coca-Cola sugasse 300 bilhões de litros de água dos países pobres para sua produção enquanto ao mesmo tempo populações foram proibidas devido à privatização de coletar a água da chuva!
Represas, deslocamento de populações e direito à água
Muitos CDM são relacionados à represas. O incentivo às mega-represas tem sido justificado por bancos de desenvolvimento e multinacionais como necessário para o desenvolvimento da África e para combater as emissões de carbono. Enquanto governos como os dos EUA, Reino Unido e China anunciam grandiosos planos para energizar a África e outros esquemas de "ajuda", as companhias colocam em ação o modelo "Construir, Possuir, Operar e Transferir", devastando os rios da África para alimentar o aumento da demanda por energia na Europa e etc. E tudo fica muito mais lucrativo quando se ganha créditos de carbono por isso.
Grandes represas fornecem eletricidade para companhias multinacionais, água para mineração e irrigação para latifúndios de empresas estrangeiras. Comunidades rurais e pequenos agricultores são os últimos a se beneficiar. Nas margens do Zambezi, um dos maiores rios africanos, pelo menos 40 milhões de pessoas de 30 grupos étnicos diferentes dependem da pesca e agricultura para sobreviver. Mas agora, com 30 represas regulando a bacia, houve uma redução de 60% na quantidade de camarões de rio, dos quais a população depende para alimentação. Num estudo de 50 represas na África, o professor Thayer Scudder, ex-consultor sobre deslocamento de populações para o Banco Mundial, descobriu que 86% da população deslocada não tinha terra e 80% não tinha emprego. Falta de alimentos afetava 79% da população deslocada pelas "represas verdes".
As negociações para expandir o mercado de carbono às florestas tropicais iriam espalhar esse ataque verde à América Latina, onde direitos territoriais indígenas são fracos. Recentemente povos indígenas no Peru entraram em greve para proteger suas terras e direito à água.
Ao mesmo tempo, a China se esforça em construir uma imagem justa e verde de si na África, imagem geralmente alimentada e engolida pela mídia, afirmando que está desenvolvendo sustentabilidade em oposição à política ocidental de dependência por dívida. Mas as represas chinesas são apenas para se conseguir contratos de exploração de minas, alimentos, terra e madeira. O escritor da International River, Terri Hathaway, chama o boom de represas chinês de uma nova geração de 'colonialismo'.
Políticas falidas
Não apenas a União Europeia admitiu a falência do sistema CDM, como também a Agência de Contas do governo americano foi compelido a reconhecer que uma proporção significante dos CDMs não significam redução de emissões. Ironicamente, a UE recentemente propôs um novo sistema, 'crédito setorial' e 'comércio setorial', vendidos como uma superação dos CDMs. Na prática, porém, eles apenas reduzem os já limitados requerimentos e fiscalizações dos CDMs de garantir sustentabilidade ambiental e justiça social.
Comércio de carbono e outras falsas soluções como biocombustíveis, transgênicos, sequestro de carbono, fertilização oceânica e armazenamento de carbono, dentre outras, são conceitos que libertam as indústrias de qualquer responsabilidade enquanto permitem grandes lucros. Em abril, o ministro britânico para o clima, Ed Miliband, anunciou que nenhuma usina de carvão nova seria construída sem a tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS, da sigla em inglês) que captura uma proporção das emissões de carbono para serem enterradas no solo. CCS é um mecanismo teórico para diminui a emissão de gases estufa, baseado na captura de dióxido de carbono emitido por termelétricas. Apesar de que ainda não se mostrou bem sucedida, pode se tornar e é vista como uma a nova brecha para os 'capitalistas verdes'.
Capturar e comprimir dióxido de carbono usa energia adicional. O combustível necessário para uma planta de carvão com CCS é aumentado em 25-40%, de acordo com o IPCC. Estes e outros custos são estimados em aumentar o custo da energia de uma usina com CCS em pelo menos 2%, um custo que é jogado sobre as costas dos trabalhadores em nome de "energia verde". De acordo com o pesquisador Oscar Reyes, a usina modelo Vattenfall queima de 10-40% mais carvão que usinas convencionais.
Muito desse esforço climático sem sentido é até protegido de crítica por setores do movimento ambientalista. Harald Schuman e Christiane Grefe, dos jornais alemães Tagesspiegel e Die Zeit, destacaram o quanto ONGs têm se tornado cada vez mais financiadas pelo grande negócio e governos e dessa forma, deixam de fora importantes fatos e conclusões de fora de seus relatórios e publicações.
Uma crise de oportunidades?
A crise econômica capitalista balançou aquela suposição comum de que um crescimento econômico sem fim baseado no mercado iria, supostamente, resolver as questões climáticas, mesmo que nunca tenha chegado perto disso. Ela levanta outras questões, como a necessidade de democratização da economia, dos processos decisórios e da necessidade de planejar a produção e o comércio global. De qualquer modo, alguns capitalistas e líderes políticos ainda tentam ser positivos sobre a habilidade dos mercados e destacam as "coisas boas" que poderiam se originar da recessão.
O Painel pelo Progresso Africano, presidido por Kofi Annan, por exemplo, convocou os líderes africanos para tornarem a crise econômica global numa 'oportunidade única' na base de 'responsabilidade compartilhada'. Especificamente, Annan diz que um crescimento da energia renovável, produção agrícola limpa e transportes 'verdes' poderiam fortalecer as economias africanas através de investimentos estrangeiros. Ele também saúda o surgimento de parceiros emergentes, como a China, Brasil e Índia, como um meio de se atingir as "metas de desenvolvimento do milênio" na África. Mas se esta recessão global é uma grande oportunidade para ação sobre a mudança climática, porque a ONU está avisando que investimentos em energias renováveis caíram 44% em um ano? A resposta é que capitalistas investem onde os lucros são mais garantidos quanto possível.
A crise capitalista tornou os mercados globais inseguros. Preços subiram e se tornaram instáveis, e é por isso que especuladores querem comprar terras em vez de safras e alimentos. Isto iniciou uma corrida em massa por compra de terras na África. Ricas corporações da China, Índia, Coréia do Sul e Arábia Saudita estão criando mega-fazendas com uso de mão-de-obra barata. Esta corrida está aumentando o desmatamento e a destruição de ecossistemas aquáticos, com grandes impactos sobre a mudança climática e a pobreza. Em Ruanda, onde 60% da cobertura florestal foi cortada e os ecossistemas aquáticos destruídos, o governo implementou racionamento de água exceto, claro, para as companhias que causaram o problema, e especialmente para os bem-financiados CDMs.
De acordo com o Departamento de Assuntos Ambientais da África do Sul, até 2020 até 200 milhões de pessoas na África poderão sofrer de escassez de água. A produção agrícola pode cair em 50%, e ecossistemas severamente degradados irão exacerbar ainda mais a falta de alimentos. Pesquisa do Group d'Experts Intergouvernemantal sur l'Evolution sugere que a produtividade agrícola na África subsaariana pode cair pela metade. Em janeiro de 2008, a fome afetou 923 milhões de pessoas. Hoje esse número chega a 1,02 bilhão de pessoas, de acordo com a Organização para Alimento e Agricultura da ONU.
Como a tragédia em Darfur mostra, a mudança climática também é uma ameaça à segurança. Geralmente sequer há uma temporada de chuvas, a areia do deserto destrói o solo agrícola e se as chuvas de fato vêm, podem ser torrenciais, varrendo todo o solo aluvial. Com a crescente falta de terras, acordos prévios entre pecuaristas e agricultores sobre a divisão de terras e do uso de poços sofrem pressão e podem ser desfeitos. No Norte do Quênia e Uganda, isto levou a embates violentos. O que é chamado de 'limpeza étnica' no Sudão é, de fato, o resultado lógico do roubo corporativo de capitalistas americanos, chineses e russos, assim como o colapso de ecossistemas que se segue.
Muito tarde para o socialismo?
Alguns dos principais ativistas das mudanças climáticas, como George Monbiot do The Guardian (jornal inglês) ou Joss Garman do grupo Plane Stupid (conhecido pela resistência à expansão do aeroporto de Londres), corretamente realçam a necessidade de ações agora. Mas suas conclusões são de que é "muito tarde" para falar sobre socialismo e que não há tempo para se "esperar" por uma solução socialista para a mudança climática. Quando as pessoas reconhecem que as previsões do IPCC e mesmo os cenários mais pessimistas na verdade subestimam a velocidade das mudanças climáticas, eles podem concordar. Estamos com pressa, sim. Mas são estes exemplos de confusão política de importantes ambientalistas que criam a idéia de que "qualquer coisa serve" ou "já é muito tarde", assustando as pessoas em direção à políticas sem sentido e as afastando das políticas que de fato devem ser tomadas. Não há atalhos.
Se algo precisa ser apressado, é a necessidade de se abolir o capitalismo, um sistema que desde suas origens nos levou a desastres, guerra, fome generalizada e destruição ambiental. O problema do aquecimento global não será resolvido por brilhantes idéias baseadas no mercado ou ajustes técnicos. Em primeiro lugar, a crise climática não é uma questão técnica, é uma questão política. Nós temos hoje os meios técnicos e financeiros para parar a mudança climática, acabar com a pobreza e injustiça. Controle desses meios deve ser tomados pela maioria, em vez de ficar nas mãos de poucos.
A produção e o comércio devem ser planejados e colocados sob controle democrático. Lucro como a força dominante vai desaparecer sob um regime socialista e será substituído por uma produção voltada às necessidades da sociedade. Assembléias democraticamente eleitas em vários níveis: local, industrial, nacional e internacional irão decidir como os excessos serão divididos, o que será prioritário, quais serão os objetivos da produção, o que deve ser investido, para consumo público ou privado. Estes planos tomariam a forma de hipóteses de trabalho, constantemente discutidos e revistos em órgãos eleitos. A indústria automobilística, por exemplo, deveria ser nacionalizada com a produção reorganizada de acordo com planos criados por trabalhadores, especialistas e consumidores, ligados ao desenvolvimento de um sistema integrado de transporte público.
Uma economia planejada também significaria a eliminação do desperdício capitalista. Enormes recursos não seriam gastos com especulação ou publicidade e investidos em produção, solução de problemas ambientais e projetos infraestruturais em países desenvolvidos. Hoje, tudo deve ser lucrativo senão é fechado. Numa sociedade socialista, haverá espaço para educação, pesquisa, conversão à agricultura orgânica, ou correção de outros problemas globais, áreas prioritárias que não necessitariam gerar lucro por si só.
A tecnologia deveria ser aplicada de uma maneira planejada para sistematicamente economizar energia, com modelos muito mais eficientes de construção de edifícios, processos de produção industrial e economia de energia doméstica. Deveria haver pesquisa e desenvolvimento muito mais intensivos de energias renováveis como solar, eólica, hidrelétrica e de energia maremotriz, com outras fontes possíveis, assim como a tecnologia de transmissão e armazenamento. Nós necessitamos de investimentos maciços e planejados em infraestrutura de transportes públicos, dos níveis locais aos internacionais, baseados nos meios mais eficientes energeticamente, trens em preferência à aviões, ônibus em preferência à carros e com estímulo às bicicletas por exemplo.
A reorganização da agricultura, num nível nacional e global será vital, desenvolvendo métodos ambientalmente amigáveis de produção de alimentos. Por décadas, intensa agricultura capitalista tem degradado a terra. Internacionalmente, muitos países exportadores de comida se tornaram sobre-dependentes de um ou dois produtos, vulneráveis à flutuações dos mercados mundiais. Os problemas do gigantesco agronegócio internacional de um lado e da exploração de pequenos fazendeiros e de sem terra por latifundiários do outro, requerem soluções socialistas. Medidas urgentes devem ser tomadas para restaurar ecossistemas degradados, como florestas, lagos, oceanos ou área agrícola.
Sem dúvida, muito mais pesquisas são necessárias para atingir estes amplos objetivos e novas tecnologias tem de ser testadas. É claro que corporações capitalistas, independente de quaisquer regulações ambientais aplicadas por governos, nunca irão seriamente confrontar os problemas da destruição ambiental. Estes objetivos requerem planejamento socialista numa escala global. As mais lucrativas 'indústrias' hoje se baseiam na total exploração dos recursos humanos: a indústria do sexo, tráfico de pessoas, armas e drogas. Acabar com a mudança climática depende de se construir uma sociedade baseada numa produção que faça sentido, pelas necessidades de todos e não pela ganância de poucos
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